Caridade é , sobretudo, amizade.
* Para o faminto – é o prato de sopa.
* Para o triste – é a palavra consoladora.
* Para o mau – é a paciência com que nos compete auxiliá-lo
* Para o desesperado – é o auxílio do coração.
* Para o ignorante – é o ensino despretensioso.
* Para o ingrato – é o esquecimento.
* Para o enfermo – é a visita pessoal.
* Para o estudante – é o concurso no aprendizado.
* Para a crianca – é a proteção construtiva.
* Para o velho – é o braço irmão.
* Para o inimigo – é o silêncio.
* Para o amigo – é o estímulo.
* Para o transviado – é o entendimento.
* Para o orgulhoso – é a humildade.
* Para o colérico – é a calma.
* Para o preguiçoso – é o trabalho.
* Para o impulsivo – é a serenidade.
* Para o leviano – é a tolerância.
* Para o deserdado da Terra – é a expressão de carinho.
* Caridade é amor, em manifestação incessante e crescente. É o sol de mil faces, brilhando para todos, e o gênio de mil mãos, amparando, indistintamente, na obra do bem, onde quer que se encontre, entre justos e injustos, bons e maus, felizes e infelizes, porque, onde estiver o Espírito do Senhor aí se derrama a claridade constante dela, a benefício do mundo inteiro.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Viajor. Ditado pelo Espírito Emmanuel. Araras, SP: IDE. 1985. Home
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caridade
CARIDADE: QUANTO CUSTA ISSO?
“A caridade é paciente; é branda e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho; _ não é desdenhosa; não cuida de seus interesses; não se agasta, nem se azeda com coisa alguma; não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.
Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem; mas, dentre elas, a mais excelente é a caridade." (São Paulo, 1ª Epistola aos Coríntios, 13: 1 a 7 e 13)
Toda divisão é um multiplicador.
A assertiva acima sintetiza de que forma o universo responde à caridade: bênçãos.
Ainda assim, expressiva quantidade de pessoas vive alheia a esse dever moral e ético.
A sociedade de consumo não apenas incutiu na mentalidade da massa o vício pela consumação e aquisição de bens, mas o apego doentio à matéria e as coisas efêmeras deste mundo.
Quer-se não apenas uma bela roupa, mas há extrema dificuldade de doá-la a quem precisa, mesmo quando não se a usa mais.
Quer-se não apenas um carro, mas que ele seja poupado de caronas a doentes pobres.
Quer-se não apenas uma casa, mas que ela não seja freqüentada por pedintes inoportunos.
Quer-se não apenas lazer, mas que ele não seja interrompido para uma ação beneficente.
Quer-se não apenas saúde, mas que ela não seja utilizada para aliviar a dor alheia.
Quer-se não apenas beleza, mas que ela não seja convocada a prestar serviço em favor dos estropiados.
Quer-se não apenas boa comida, mas o excesso do qual só o resto inapropriado é ofertado aos famintos.
Quer-se poder, mas para uso em benefício próprio, a despeito das esperanças que provoca.
Quer-se justiça, mas não se lhe peça para abrir mão de um direito em favor de um desequilibrado.
Quer-se paz, mas desde que isso não implique em abrir mão dos conflitos em casa, com o vizinho, no trânsito, no trabalho, no coração.
Quer-se amor, mas desde que este não seja compartilhado com inimigos.
Reclama-se muito do mundo de hoje, mas poucos fazem algo efetivo para torná-lo melhor. Lamentavelmente, é grande o número de pessoas que acha que não fazer o mal já é suficiente. Fosse assim, o mundo seria outro.
Muitos acham que basta pagar impostos e que cabe ao Estado cuidar dos desamparados e à religião dos desesperados.
É a lógica do orgulho e do egoísmo.
É preciso agir e fazer uma autocrítica séria e dura consigo mesmo.
Olhai o vosso guarda-roupa, o vosso quarto, vossa casa, o vosso coração. Quantas destas roupas você realmente precisa? E para que estes tantos sapatos, acessórios e futilidades? Quantos remédios perdem a validade na tua farmácia pessoal? Quantas crianças famintas já cruzaram, sem sucesso, teu caminho? Quantas vezes os teus excessos te custaram a tua saúde e paz? Quanto do amor que tens, repartes utilmente? Perguntai a tua consciência, qual foi a última vez que você fez uma caridade que ao mesmo tempo foi desinteressada, afetivamente profunda e ativa, que lhe impôs um sacrifício real e gerou um bem efetivo ao beneficiado?
Chega de discutir se esmola ajuda ou atrapalha!
Caridade é bem mais que isso.
É atitude de respeito e empatia aos milhares de seres humanos sofridos e desafortunados que nos rodeiam e aos milhões que transitam pelo mundo.
Uma palavra de incentivo.
Um ouvido amigo.
Uma prece fraternal.
Um colo oportuno.
Um bom dia ao inimigo.
Um sorriso matinal.
Um bombom a uma criança.
O respeito ao velho.
O silêncio à agressão.
O perdão ao desafeto.
A ética do segredo.
Valorizar a amizade.
A oportuna gratidão.
A doação de algo que se adora.
Um pedido de desculpas.
O esquecimento de si.
O alimentar da esperança.
A demonstração de amor.
Quanto custa isso?
Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem; mas, dentre elas, a mais excelente é a caridade." (São Paulo, 1ª Epistola aos Coríntios, 13: 1 a 7 e 13)
Toda divisão é um multiplicador.
A assertiva acima sintetiza de que forma o universo responde à caridade: bênçãos.
Ainda assim, expressiva quantidade de pessoas vive alheia a esse dever moral e ético.
A sociedade de consumo não apenas incutiu na mentalidade da massa o vício pela consumação e aquisição de bens, mas o apego doentio à matéria e as coisas efêmeras deste mundo.
Quer-se não apenas uma bela roupa, mas há extrema dificuldade de doá-la a quem precisa, mesmo quando não se a usa mais.
Quer-se não apenas um carro, mas que ele seja poupado de caronas a doentes pobres.
Quer-se não apenas uma casa, mas que ela não seja freqüentada por pedintes inoportunos.
Quer-se não apenas lazer, mas que ele não seja interrompido para uma ação beneficente.
Quer-se não apenas saúde, mas que ela não seja utilizada para aliviar a dor alheia.
Quer-se não apenas beleza, mas que ela não seja convocada a prestar serviço em favor dos estropiados.
Quer-se não apenas boa comida, mas o excesso do qual só o resto inapropriado é ofertado aos famintos.
Quer-se poder, mas para uso em benefício próprio, a despeito das esperanças que provoca.
Quer-se justiça, mas não se lhe peça para abrir mão de um direito em favor de um desequilibrado.
Quer-se paz, mas desde que isso não implique em abrir mão dos conflitos em casa, com o vizinho, no trânsito, no trabalho, no coração.
Quer-se amor, mas desde que este não seja compartilhado com inimigos.
Reclama-se muito do mundo de hoje, mas poucos fazem algo efetivo para torná-lo melhor. Lamentavelmente, é grande o número de pessoas que acha que não fazer o mal já é suficiente. Fosse assim, o mundo seria outro.
Muitos acham que basta pagar impostos e que cabe ao Estado cuidar dos desamparados e à religião dos desesperados.
É a lógica do orgulho e do egoísmo.
É preciso agir e fazer uma autocrítica séria e dura consigo mesmo.
Olhai o vosso guarda-roupa, o vosso quarto, vossa casa, o vosso coração. Quantas destas roupas você realmente precisa? E para que estes tantos sapatos, acessórios e futilidades? Quantos remédios perdem a validade na tua farmácia pessoal? Quantas crianças famintas já cruzaram, sem sucesso, teu caminho? Quantas vezes os teus excessos te custaram a tua saúde e paz? Quanto do amor que tens, repartes utilmente? Perguntai a tua consciência, qual foi a última vez que você fez uma caridade que ao mesmo tempo foi desinteressada, afetivamente profunda e ativa, que lhe impôs um sacrifício real e gerou um bem efetivo ao beneficiado?
Chega de discutir se esmola ajuda ou atrapalha!
Caridade é bem mais que isso.
É atitude de respeito e empatia aos milhares de seres humanos sofridos e desafortunados que nos rodeiam e aos milhões que transitam pelo mundo.
Uma palavra de incentivo.
Um ouvido amigo.
Uma prece fraternal.
Um colo oportuno.
Um bom dia ao inimigo.
Um sorriso matinal.
Um bombom a uma criança.
O respeito ao velho.
O silêncio à agressão.
O perdão ao desafeto.
A ética do segredo.
Valorizar a amizade.
A oportuna gratidão.
A doação de algo que se adora.
Um pedido de desculpas.
O esquecimento de si.
O alimentar da esperança.
A demonstração de amor.
Quanto custa isso?
Denis Gleyce
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Caridade, A Meta |
| Guarda, na mente, que a caridade em teus atos deve ser a luz que vence a sombra. Enquanto não compreendas que a caridade é sempre a bênção maior para quem a realiza, ligando o benfeitor ao necessitado, estarás na fase primária da virtude por excelência. Poderás repartir moedas, a mãos-cheias; todavia, se não mantiveres o sentimento da amizade em relação ao carente, não terás logrado alcançar a essência da caridade. Repartirás tecidos e agasalhos com os desnudos; no entanto, se lhes não ofertares compreensão e afabilidade, permanecerás na filantropia. Atenderás aos enfermos com medicação valiosa; entretanto, se não adicionares ao gesto a gentileza fraternal, estarás apenas desincumbindo-te de um mister de pequena monta. Ofertarás o pão aos esfaimados; contudo, se os não ergueres com palavras de bondade, não alcançaste o sentido real da caridade. Distribuirás haveres e coisas com os desafortunados do caminho; não obstante, sem o calor do teu envolvimento emocional em relação a eles, não atingiste o fulcro da virtude superior. A caridade é algo maior do que o simples ato de dar. Certamente, a doação de qualquer natureza sempre beneficia aquele que lhe sofre a falta. Todavia, para que a caridade seja alcançada, é necessário que o amor se faça presente, qual combustível que permite o brilho da fé, na ação beneficente. A caridade material preenche os espaços abertos pela miséria sócio-econômica, visíveis em toda parte. Além deles, há todo um universo de necessidades em outros indivíduos que renteiam contigo e esperam pela luz libertadora do teu gesto. A indulgência, em relação aos ingratos e agressivos; a compaixão, diante dos presunçosos e perversos; a tolerância, em favor dos ofensores; a humildade, quando desafiado ao duelo da insensatez; a piedade, dirigida ao opressor e déspota; a oração intercessória, pelo adversário; a paciência enobrecida, face às provocações e à irritabilidade dos outros; a educação, que rompe as algemas da estupidez e da maldade que se agasalham nas furnas da ignorância gerando a delinqüência e a loucura... A caridade moral é desafio para toda hora, no lar, na rua, no trabalho. Exercendo-a, recorda também da caridade em relação a ti mesmo. Jesus, convivendo com os homens, lecionou exemplificando todas as modalidades da caridade, permanecendo até hoje como o protótipo mais perfeito que se conhece, tornando-a a luz do gesto, que vence a sombra do mal, através da ação do amor. Caridade, pois, eis a meta. |
* * * Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Vigilância. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. 1a edição. Salvador, BA: LEAL, 1987. |
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